November 19, 2009

Eu tenho duas opções. Pensar que minha filha pula mais do que pulga dentro da minha barriga quando o pai fala com ela porque:

1) ela não escuta a voz dele com a mesma frequência que escuta a minha.

Ou:

2) Que ela já tem preferência pelo pai.

Dizem que quando a gente está se movementando, os bebês dormem dentro da nossa barriga; é como se a gente estivesse embalando eles. Pois bem, no sábado eu andei mais do que má notícia e não senti a menininha (ou Scantleburynha, como chama minha mãe) se mexer.

Falei com ela, pedi para ela se movimentar um pouco para acalmar meu coração e nada, não tive a menor resposta. Paul se aproximou, alisou minha barriga e falou com ela e foi o suficiente. Ela acordou e, depois disso, a sensação que tive é de que havia um golfinho dentro da minha barriga dando cambalhotas. Uma coisa!

Deixando meus ciúmes de lado, é muito curioso perceber o quanto ela se movimenta quando eu estou parada. Ainda bem que ainda não atrapalha meu sono ou algo parecido. Já li que quando ela maiorzinha, eu vou senti-la com mais frequência e que vou ter dificuldades para dormir. Enquanto esse momento não chega, vou curtindo os primeirinhos pulinhos, cambalhotas e piruetas. =)

October 21, 2009

Fisioterapia & Nutrição

Hoje foi dia de consulta no hospital com a fisioterapeuta e a nutricionista. Ah! Também participei de uma aula de cuidados básicos com a coluna. Fiquei no hospital a tarde toda, mas valeu a pena por demais. Vamos por partes:

1) A aula de cuidados com as costas. As fisioterapeutas nos passaram dicas super preciosas e aprendi algumas coisas legais, como a melhor forma de deitar e levantar da cama; a importância de colocar travesseiros apoiando minhas costas quando vou dormir; e também exercícios para evitar incontinência urinária durante a gravidez e no futuro. Detalhe importante: a aula é gratuita para as pacientes do hospital. Elas também nos deram um panfleto com exercícios para fazermos em casa (foto).

2) Depois, a consulta com a fisioterapeuta. Recebi alta do tratamento para dor na região lombar porque estou bem melhor - só preciso começar a fazer os exercícios que ela passou para a dor não voltar. Além da dor nas costas, há umas duas semanas, eu torci meu tornozelo e não estava melhorando, então, pedi para ela dar uma olhada. Ela fez um tratamento com gel e uma máquinha tipo ultrasom por uns cinco minutos e, no final, colocou uns esparadrapos para segurar o tornozelo no local e evitar uma nova torçao. Apesar da bandagem, posso andar normalmente e até nadar.

3) No final, vi a nutricionista. Boas notícias: engordei pouco mais de 3kg nas últimas sete semanas, o que significa que estou um pouco abaixo do que seria considerado ganho de peso ideal (500g por semana). Ela ficou super satisfeita com o resultado e eu mais ainda! Me passou uma dieta com alimentos de baixo índice glicêmico, mas, no geral, disse para eu continuar fazendo o que estou fazendo porque está funcionando. Melhor impossível!

Volto ao hospital (Royal Womens) no dia 11 de novembro para consultas com a parteira (midwife), o obstetra e também a nutricionista. Depois dessa nova sessão, só volto ao hospital em 2010. No meio tempo, continuo sendo acompanhada pela minha médica, que é clínica geral. Também quero marcar uma nova ultra para quando estiver com mais ou menos 38 semanas para ter certeza de que está tudo bem com Baby Scantlebury.

October 20, 2009

Primeiros movimentos...

Apesar de todas as revistas, artigos na internet e comentários de quem já teve filho (ou não) de que os primeiros movimentos do bebê podem ser sentidos a partir da 20a. semana, eu não tinha sentido o bebê mexer até ontem (estou com 22 semanas).

Já estava deitada, pronta para dormir quando senti uma onda na minha barriga. Foi super rápido, mas foi algo que nunca tinha sentido antes. Toda emocionada, olhei para o Paul e tivemos o seguinte diálogo:

Eu: Baby, eu senti o bebê mexer pela primeira vez.
Ele (nada empolgado): Sério? Me conte a sensação.
Eu: Não sei explicar, foi como uma onda no meu útero. Algo novo, que nunca senti antes. Só pode ser o bebê.
Ele: Humm... acho que são gases.
Eu (nada simpática): VOCÊ ARRUINOU NOSSO MOMENTO!

Virei para o outro lado da cama e continuei curtindo aquela sensação tão nova e única. Depois os maridos reclamam que as mulheres quando estão grávidas ficam agressivas e têm mudanças de humor. Também, né?!?


PS: A barriga da foto não é minha, tá? Achei na internet.

October 12, 2009

Em casa....

Fui para o trabalho hoje, mas voltei rápidinho para casa porque não estava me sentindo bem. Aliás, não me sinto bem desde ontem à tarde. É como se uma onda de moleza tivesse tomado conta de mim. Até consegui fazer as coisas em casa (lavar roupa, passar o aspirador e tal), mas sem muita disposição.

Paul disse que acha normal eu me sentir mais cansada alguns dias, afinal tenho trabalhado bastante e minha rotina não mudou nada nessas 21 semanas - o que é um bom sinal. A gente escuta cada história de grávida que ficou de molho em casa não sei quantos meses ou que não parava de vomitar; cada história mais cabeluda que a outra.

Enfim, fui me arrastando para o escritório. Meu nariz estava sangrando, o que é um sintoma normal da gravidez, mas a moleza estava ainda mais intensa. Pensei em ligar logo cedo e avisar que não ia, mas eu resolvi pagar para ver. Fui lá e, ao perceber que não ia render muito, achei melhor voltar. Minha cabeça estava super pesada, como dor de cabeça de sinusite, e eu estava me sentindo meio tonta.

Cheguei em casa, sentei na poltrona reclinável, botei as pernas para cima e relaxei, acho que até cochilei um pouco. Foi tão gostoso! Levantei, almocei e até pensei em voltar para o trabalho, mas Paul não deixou (risos!). Disse que preciso descansar e amanhã eu volto 100% - sábio marido!

Apesar desse episódio, não tenho muito do que reclamar. Minha gravidez tem sido bem tranquila e baby Scantlebury tem sido um amor. Continue assim, viu bebê?!?! =)

October 09, 2009

21 semanas

Hoje estou bem pensativa e saudosa também. Com saudades da minha família, dos meus amigos e de "tudo que eu ainda não vi", como diria o Renato Russo. Até chorei, mas não foi um choro triste. Não sei explicar... Só senti a necessida de desabafar e foi a melhor coisa que fiz. =)

Quantos aos pensamentos, fico imaginando a carinha do bebê Scantlebury, se vai ter meu sorriso, a cor dos meus cabelos, a altura e a generosidade do pai. E talvez o mais profundo de todos seja mesmo: "será que ele ou ela vai gostar de mim?!".

Não tem como não pensar se quando a gente olhar um para o outro (ou uma para a outra) vai ser mesmo esse amor à primeira vista que todos falam. Já tenho muito amor e respeito por essa criaturinha e a ansiedade de encontrá-la trás à tona esses pensamentos. Ou será que sou a única grávida com nóias no mundo?!?

Não, ainda não sabemos se é menino ou menina e, honestamente, não considero esse o aspecto mais importante. Meu principal objetivo é agora é ser uma pessoa melhor para quando esse encontro acontecer. Tenho tanta coisa para trabalhar na minha cabeça, tanto que preciso desenvolver e, mais ainda, preciso aprender a tomar conta de mim direito nesses quatro meses antes de ter que começar a cuidar de alguém que vai depender da gente 24 horas por dia.

Parte desse projeto é dedicar alguns minutos do dia para falar da gravidez, do que estou fazendo antes da chegada do bebê e de como muita coisa na minha vida já está mudando. Não posso esquecer que esse é um registro de um momento único que estamos vivendo juntos e que vai passar super rápido.

Portanto, para finalizar, peço desculpas a ele ou a ela pela ausência. Já se passaram 21 semanas e pouco tenho falado sobre o assunto, mas agora preciso colocar a mão na massa. Posso ter desistido da carreira de jornalista, mas ainda existe uma escritora dentro de mim (eu espero!). =)

August 31, 2009

Royal Womens

Tive minha primeira consulta no Royal Womens Hospital, onde vou fazer parte do meu acompanhamento pré-natal e onde vou ter o bebê. Fiquei impressionada com a qualidade do serviço oferecido e também com as instalações da unidade, tudo bem novinho, com cheirinho de tinta.

Ao chegar, depois de uma pequena espera, fui atendida por uma midwife (parteira). Ela fez perguntas básicas sobre minha saúde, falou sobre o que esperar durante a gravidez, ofereceu uma lista de serviços e informações úteis e, ainda, marcou consultas com uma nutricionista e um fisioterapeuta. Ela também me deu um livro com informações semana a semana sobre a gravidez.

Em seguida, tive a consulta com o ginecologista/obstetra. Ele conferiu os resultados dos meus exames, aferiu minha pressão, ouvimos o coração do bebê, conversamos sobre a necessidade de aumentar meu consumo de ferro e cálcio e me deu algumas orientações gerais.

Ainda no hospital, fiz um novo exame de sangue, marquei as consultas com nutricionista e fisioterapeuta, fiz reservas para as classes de parto e amamentação e ainda teremos direito a uma tour pelo hospital para conhecer as instalações.

Foram quase 3 horas, mas muito bem investidas. As consultas, exames, tratamentos e classes são cobertas pelo plano de saúde público da Austrália (Medicare), não tive que pagar um centavo e também estou coberta para o parto. Coisa mesmo de primeiro mundo! =)

August 22, 2009

Pitombaaaaaaaaaaa!!!!

Eu tinha planejado um outro post para hoje, mas acabo de voltar do supermercado e não podia deixar de comentar a melhor surpresa do dia: comprei pitomba. Sim, sim, pitomba!

Nunca imaginei que pudesse encontrar pitomba por aqui e a descoberta, como toda boa descoberta, foi por mero acaso. Eu estava procurando uvas e me deparei com essas frutinhas lindas, que aqui tem o nome de Longan e são produzidas na Tailândia.

Não comprei um cacho bonito como esse foto porque aqui elas são vendidas separadamente e custam uma fortuna: $10 o quilo. Isso mesmo, você leu certo: $10 (mais ou menos R$15). Eu comprei cinco, apenas para matar a saudade.

Tudo bem, é importada da Tailândia e não é a coisa mais popular por essas bandas - nem mesmo a caixa do supermercado sabia o que era. Ela, bem simpática, colocou o saquinho na balança, olhou para a gente e perguntou: "Por favor, o que é isso?". Paul apontou para mim e pediu que eu respondesse. Eu acho que vendi bem o produto porque ela disse que iria experimentar (risos!).